HOSPITAL SANTA FÉ BELO JARDIM-PE

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

IMPRUDÊNCIA FATAL

Um grave acidente deixou duas mulheres mortas na madrugada de ontem, na avenida Mascarenhas de Morais, no bairro da Imbiribeira, Recife. De acordo com testemunhas, o Palio, de placa KKT-3753, cruzava a Mascarenhas, quando uma ambulância de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), de placa KFV-8109, acertou em sua lateral. Descontrolado, o automóvel de passeio rodou na pista e se chocou contra o poste de sustentação do semáforo. Após a colisão, as duas mulheres ficaram presas nas ferragens. Bombeiros precisaram ir ao local para remover as vítimas.
O Palio estava sendo dirigido por José Otávio da Silva Júnior, de 34 anos, que teve apenas cortes superficiais pelo corpo, mas ficou bastante atordoado. Já o colega dele, Cleiton Roberto de Carvalho, 31, precisou ser atendido por médicos do Corpo de Bombeiros (CB), mas também não teve ferimentos graves. Já as duas mulheres, que foram identificadas apenas como Ana, ambas, seguiram para o Hospital da Restauração (HR), no Derby. sendo que uma delas, devido a gravidade dos ferimentos, morreu antes de chegar ao HR, a outra morreu horas depois.
De acordo com o motorista do Palio, o condutor da ambulância saiu do local sem prestar socorro, mesmo não estando ele, no momento do acidente, transportando paciente. As causas dessa colisão começaram a ser investigadas por policiais da Delegacia do Ipsep, principalmente porque há a suspeita de que o motorista da UPA não respeitou o semáforo vermelho. O bombeiro Weberson Vieira de Melo participou do resgate das vítimas e disse que foi complicado remover as mulheres das ferragens. “Os dois homens saíram facilmente, mas as mulheres ficaram presas às ferragens. Foi preciso cortar a lataria para que elas saíssem”, relatou o militar.
Desesperado, o motorista do Palio não conseguia formular as frases para explicar o que realmente havia acontecido. “Eu não lembro mais de nada”, disse ele. A confusão na cabeça de José Otávio era tão grande que ele chegou a ficar preocupado com o estrago do automóvel. “Acabou meu carro”, lamentou. Mas depois que ele soube que uma das mulheres que ele transportava havia morrido na hora e que seu colega precisaria ser levado ao hospital, assim como a outra vítima, ele ficou ainda mais nervoso. “Não queria que isso tivesse acontecido”, gritava o rapaz.

fonte: FOLHA DE PERNAMBUCO

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