Ao ingressar na Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade, a ser criada no governo Eduardo Campos, o PV em Pernambuco tem a clara consciência de que irá assumir a função numa área onde o socialista ainda não engrenou. Para os verdes, faltava ao governador uma visão estratégica de futuro dentro do conceito mundial da sustentabilidade. Em outras palavras, os indicadores econômicos propagados pela gestão do PSB não refletiram na qualidade de vida das pessoas acostumadas a uma degradação ambiental na porta de casa. Na próxima quinta-feira, a executiva do PV deve se reunir com o presidente estadual da sigla, Sérgio Xavier, quando deverá ser batido o martelo para assumir a pasta oferecida por Eduardo ao partido de Marina Silva. Depois de passar o final do ano nos EUA com a família, o dirigente pernambucano está no Rio de Janeiro e aguarda apenas a aprovação da secretaria na Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira. Eduardo sabe mais do que ninguém da importância em investir no discurso da chamada "economia verde" conectada a novos negócios sustentáveis para alavancar ainda mais o PIB local. Afinal, empreedimentos com esse enfoque poderiam transformar não apenas a região, mas deixaria acima de tudo o governo estadual incluído nesse nicho ecologicamente correto dos verdes. Vale lembrar que o Estado irá receber cerca de 125 milhões de dólares nos próximos cinco anos através do BID para o turismo sustentável. "Mergulhado", Xavier tem evitado falar com a Imprensa, mas não irá titubear ao aceitar a nova missão.
Apoio - Fernando Ferro diz que Miriam Belchior (Planejamento) acertou na estreia do governo Dilma. Para o deputado petista, o freio de arrumação é necessário e prudente nesse início de gestão. "Cortes nos gastos, sim, mas com o PAC e programas sociais mantidos", diz.
A lenda - Com toda essa discussão em torno das vagas de suplência para os partidos ou coligações, muitos parlamentares saem em defesa de uma reforma política no Brasil por conta de toda a insegurança jurídica do assunto, que sempre acaba nas mãos do Supremo Tribunal Federal. O problema é que entre o defender e o fazer há uma distância muito grande.
Cartão de visita - Sem a livraria para administrar e prestes a deixar o mandato de deputado estadual por não ter sido reeleito nas últimas eleições, o deputado estadual Pedro Eurico aposta agora as fichas no seu escritório de advocacia. Sim, o tucano é advogado e agora quer resolver as encrencas fora do PSDB.
Isolado - Com a decisão de o PV estadual ingressar no governo Eduardo Campos, o papel de líder da oposição a ser desempenhado por Daniel Coelho, na Assembleia Legislativa, será totalmente ignorado pela sigla. Um verde, da cor da Amazônia, disse o deputado terá um "papel independente e isolado".
Sufoco - Líder do PT na Câmara, Fernando Ferro não vê a hora de largar tal função. Está cansado de ouvir pedidos para que ele faça o papel de mediador na briga pelos ossos que restam no segundo e terceiro escalões do governo Dilma.
Cargo - Roldão Joaquim teve o nome aprovado por unanimidade para presidir a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Pernambuco (Arpe). Ele foi foi sabatinado ontem pelos deputados estaduais.
Filé Mignon - O petista Marco Maia deverá mesmo assumir a presidência da Câmara. Ontem, conversou com Dilma e disse que busca o diálogo com todos os parlamentares. No entanto, o deputado gaúcho poderá enfrentar mais a frente uma candidatura avulsa na Casa. Tem gente chiando e querendo também entrar na briga pelo cargo deixado pelo peemedebista Michel Temer.
Inhaca - Pela regra, o vereador Roberto Teixeira (PP) deveria continuar seu trabalho na Câmara do Recife até o dia 31 de janeiro. Mas o cheiro de poder já embriaga o parlamentar que não larga Brasília. "Nunca mais deu as caras na Casa José Mariano", diz uma fonte em reserva.
Carniça - Dilma vai saber bem o que é ter um PMDB por perto. Enquanto o partido de Michel Temer briga por cargos no segundo escalão, agora propaga que não está "convencido do salário mínimo de R$ 540". Vem encrenca por aí...
fonte: BLOG DO INALDO SAMPAIO

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