“Estive com ela em alguns dias antes do ocorrido, saindo inclusive no próprio carro dela”. “Sou inocente”, afirma. “Não havia motivos para matá-la, pois eu tinha uma vida muito boa e bem resolvida.”
Mizael não fala em se entregar nem onde está, mas afirma que não reagirá se for pego. “Apenas exigirei as minhas prerrogativas, pois sou advogado e tenho meus direitos. Se eles não sabem, leiam a Lei 8.906 (tratamento especial) antes de cometerem mais uma injustiça contra mim.”
Para ele, policiais têm sido induzidos a atirar caso o encontrem. “Não tenho magoa de ninguém, tenho sim sentimentos de dor e angústia contra aqueles que me destroem de forma injusta. São pessoas sem Deus no coração.”
Mizael diz viver os piores dias de sua vida, sem dormir, apesar da inocência. “Não há nenhuma prova contra mim. Há, sim, gritaria de pessoas que se aproveitam das luzes da imprensa para se promoverem e me condenam injustamente. Não posso estar com minha família”, reclama. Mas ainda acredita na Justiça. “Se o preço de ter amado muito a Mércia for esse (condenado pelo assassinato), esse preço eu pagarei.”
REAÇÕES
“Se eu o encontrar, chamarei uma viatura da PM para encaminhá-lo à delegacia. Não vou nem algemá-lo”, afirmou o delegado do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa Antonio de Olim, sobre a hipótese de violência na prisão, levantada por Mizael.
Para o advogado da família Nakashima, Alexandre de Sá, a argumentação sobre falta de provas “é vazia”. “O juiz avaliou que há elementos para levá-lo a júri.” Segundo ele, Mizael tem má índole. “Poderia ter dito que não mataria nem mosca, mas disse que poderia ter feito antes.” Colaborou Damaris Giuliana
ESTADÃO.COM.BR

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